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Nova área do paraquedismo: o que a Prefeitura diz sobre o futuro do Campo de Boituva

A Prefeitura de Boituva publicou perguntas e respostas sobre a transferência gradual do Centro Nacional de Paraquedismo. Resumimos o que está previsto e o que ainda depende de outros órgãos.

O Centro Nacional de Paraquedismo (CNP), que ocupa a área chamada pelos Correios de Campo de Boituva, está no centro de um plano de mudança de endereço. A Prefeitura de Boituva mantém em seu site oficial uma página de perguntas frequentes sobre o planejamento de uma nova área para a atividade. A seguir, os principais pontos, sempre com a ressalva de que se trata da posição do município: várias etapas dependem de projetos, licenças e decisões de outros órgãos.

A mudança é imediata?

Não. Segundo a Prefeitura, as atividades não serão encerradas de repente e o CNP não será fechado de imediato. O município fala em uma “transição planejada e gradual”, com prioridade para manter voos, saltos, escolas e empresas funcionando durante a transferência. As primeiras tratativas começaram em 2022, em reuniões entre a Prefeitura e representantes legais do paraquedismo. Uma nova comissão, com entidades ligadas à atividade, deve acompanhar as próximas etapas da obra.

Por que mudar

A justificativa oficial é que o volume de operações, atletas, escolas e visitantes cresceu a ponto de exigir uma infraestrutura maior e mais moderna. A Prefeitura afirma que a nova área não é uma simples substituição, mas uma oportunidade de melhorar a segurança operacional e planejar a atividade no longo prazo, com estrutura pronta para grandes eventos.

Onde será e quem paga

De acordo com o município, a nova área faz parte da contrapartida de um novo loteamento da incorporadora Cyrela, na divisa entre Boituva e Porto Feliz. A doação do terreno compensa a área institucional que todo loteamento é obrigado por lei a destinar ao poder público. A parceria também prevê a doação de serviços técnicos e de infraestrutura para os projetos e a construção do novo aeródromo, “sem investimento financeiro do município”, segundo a Prefeitura, que informa que a parceria já está em execução.

Segurança, ruído e emergência

A página oficial responde a dúvidas recorrentes:

TemaO que diz a Prefeitura
Escolha do localAnalisada entre várias opções, considerando terreno e espaço aéreo; o município cita licenças técnicas de órgãos como Decea, Anac e Cetesb
Linhas de transmissãoDistância da cabeceira semelhante à atual, cerca de 1.300 m, com decolagens no sentido contrário à fiação
Rio Sorocaba e áreas urbanasRotas e procedimentos serão planejados para evitar riscos e facilitar resgates
RuídoEstudos aprovados pela Cetesb indicam passagens em grande altura sobre áreas habitadas, com ruído abaixo do limite
EmergênciasPlano de tráfego, circulação e acesso de socorro em elaboração

E o Campo de Boituva atual?

Esta é a parte que mais interessa a quem vive no entorno do CNP de hoje. A intenção declarada pela Prefeitura é manter o foco turístico da área, com a possibilidade de implantação de empreendimentos médico-hospitalares.

O município informa que a área já foi oferecida ao Governo Federal para um Hospital Federal Universitário. Segundo a Prefeitura, a unidade poderia atender os 48 municípios do Departamento Regional de Saúde (DRS-16), cerca de 2,3 milhões de pessoas. O projeto foi entregue ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que, ainda segundo o município, se dispôs a articular com o Ministério da Educação a implantação conjunta, para que o hospital seja universitário.

É importante separar intenção de decisão: não encontramos, em fontes do Governo Federal, confirmação de que o hospital tenha sido aprovado ou incluído em orçamento.

Acesso viário

Para o aumento do fluxo de veículos na nova área, a Prefeitura diz ter pedido ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER) autorização para duas intervenções de acesso na estrada que liga Boituva a Iperó, identificada na página como SP-115/280. O próximo passo, segundo o município, é entregar os projetos executivos para que o próprio DER licite e execute as obras.

O que acompanhar

  • Cronograma: a página não traz datas para a mudança. Acompanhe os canais oficiais da Prefeitura.
  • Licenças: a operação de um novo aeródromo depende de autorizações da Anac e do Decea, e de licenciamento ambiental.
  • Uso futuro da área atual: qualquer hospital federal depende de decisão do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação.

Dúvidas podem ser enviadas à Prefeitura pelo e-mail indicado na própria página ou pelo telefone (15) 3363-8800.

Fontes: Prefeitura de Boituva (Centro Nacional de Paraquedismo – perguntas frequentes sobre a nova área; Centro Nacional de Paraquedismo – história); Anac; CEPs Brasil (base dos Correios).

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