A economia de Salto foi construída por fábricas. A cidade ganhou o apelido de “Pequena Manchester Paulista” ainda no século 19, com as tecelagens, e passou por um segundo surto industrial nos anos 1950. Hoje, comércio e serviços dividem espaço com a indústria. Em 2023, o Produto Interno Bruto do município foi de R$ 11,5 bilhões, segundo o IBGE.
Três ondas industriais
| Período | O que marcou | Fonte |
|---|---|---|
| 1873 a 1889 | Tecelagens Júpiter, Fortuna e Monte Serrat; primeira fábrica de papel da América Latina (Melchert & Cia., 1889) | Prefeitura |
| 1919 | Fundação da Brasital, grande empregadora por décadas | Prefeitura |
| Anos 1950 | Eucatex, Emas, Picchi e Sivat, atraídas por isenções de impostos | Prefeitura |
| Anos 1970 | Criação de distritos industriais | Prefeitura |
Em 1896, o jornal “O Estado de São Paulo” já descrevia Salto como o município mais industrial do estado depois da capital, conforme o histórico do IBGE. O Paço Municipal, aliás, fica hoje num distrito industrial, o Santos Dumont.
Eucatex: a primeira fábrica foi em Salto
A Eucatex foi criada em 1951 para produzir e vender forros e isolantes feitos com fibra de madeira de eucalipto. A primeira fábrica foi inaugurada em 1954, em Salto, segundo levantamento histórico do setor de celulose e papel publicado pelo pesquisador Celso Foelkel e material institucional da empresa.
A planta saltense cresceu com a companhia. No início de 1995, foi inaugurada ali a fábrica da unidade de tintas e, em 2010, uma nova unidade de painéis T-HDF/MDF. Além de Salto, a Eucatex mantém operações em Botucatu (SP) e em Cabo de Santo Agostinho (PE). A empresa tem ações negociadas na B3 e publica dados atualizados sobre suas fábricas no site de relações com investidores.
O papel e o legado têxtil
O histórico da prefeitura registra que Salto recebeu, em 1889, a primeira fábrica de papel da América Latina, da Melchert & Cia. A produção de papel continua presente na cidade, e a herança têxtil sobrevive nos prédios de antigas tecelagens e nas vilas operárias, que hoje integram o roteiro turístico oficial.
Empada frita, o prato típico
Na gastronomia, a prefeitura destaca a empada frita como tradição saltense. O quitute surgiu por volta da década de 1940, preparado pelas “empadeiras”, e abasteceu bares e lanchonetes da cidade por mais de meio século, além de encomendas para festas. Uma das precursoras foi Diamantina Andriolli, a Dona Nena. A receita passou de geração em geração, das empadeiras para suas aprendizes.
A página de gastronomia da prefeitura lista produtoras tradicionais e estabelecimentos que vendem a empada frita. Entre os endereços citados estão:
| Estabelecimento (segundo a prefeitura) | Endereço |
|---|---|
| Krep’s Café | Rua 9 de Julho, 746, Centro |
| Scallet Restaurante | Av. 9 de Julho, 752, Centro |
| Lanchonete Kendy | Rua Nove de Julho, 228, Centro |
| Sand’s Delícia da Gula | Rua 24 de Outubro, 446, Centro |
| Padaria Aliança | Rua Rui Barbosa |
A própria prefeitura avisa que os dados podem ter mudado desde a última atualização da página. Confirme endereço, horário e disponibilidade direto com cada estabelecimento antes de ir.
Comércio, artesanato e serviços
Desde meados dos anos 1990, comércio e serviços ganharam peso na economia local, que antes era essencialmente industrial. Aos sábados, domingos e feriados, das 9h às 17h, a Feira de Artesanato e Trabalho Manual reúne artistas locais na Praça Archimedes Lammoglia, com entrada gratuita.
A educação também movimenta a economia: segundo a prefeitura, dois centros universitários instalados em Salto atraem estudantes de mais de 50 cidades. Para empreendedores, a Prefeitura da Estância Turística de Salto concentra serviços para empresas no site oficial, salto.sp.gov.br.
Para conhecer a história por trás dessas fábricas, leia Do Ytu Guaçu à Pequena Manchester: história e origem do nome de Salto.
Fontes: IBGE (PIB dos Municípios 2023 e histórico de Salto); Prefeitura da Estância Turística de Salto (Sobre a Cidade, Gastronomia, Feira de Artesanato); Eucatex (material institucional de relações com investidores); Celso Foelkel, “Fatos e datas relevantes de empresas e fábricas de celulose e papel no Brasil” (Eucalyptus Online Book, 2023); Wikipédia (Salto).
