Tapiraí tem uma história recente. Começou como projeto de colonização nos anos 1930, foi distrito de Piedade com o nome de Santa Catarina e virou município em 1959. A seguir, a história contada pelo IBGE e pela Prefeitura.
O que significa Tapiraí
O nome tem origem indígena. Segundo o histórico do IBGE, que usa a Prefeitura como fonte, Tapiraí quer dizer “lugar de anta”. A explicação é a grande quantidade desse animal na região. O próprio portal de turismo da Prefeitura registra outras traduções populares, como “rio das antas” e “rio das andorinhas”. A anta, inclusive na forma albina, é hoje símbolo da cidade, e o calendário oficial tem um Dia Municipal da Anta, em 27 de abril.
Por que deixou de ser Santa Catarina
Em 1938, a capela e o distrito criados ali receberam o nome de Santa Catarina Mártir. Como já existia um estado brasileiro chamado Santa Catarina, o nome foi trocado. O Decreto-lei estadual nº 14.334, de 30 de novembro de 1944, oficializou a mudança para Tapiraí. A padroeira continua sendo Santa Catarina de Alexandria, celebrada em 25 de novembro, e uma das avenidas da cidade se chama Santa Catarina.
A colonização nos anos 1930
- 1930: a família Rosa queria vender suas terras nos sertões do Paranapiacaba e contratou o engenheiro Celso David do Valle, que percorreu a região com Celestino Américo. No lugar escolhido para a futura povoação, eles fincaram um marco e o batizaram de Paranapiacaba. No mesmo ano foi construído o primeiro rancho, onde hoje fica a Igreja Matriz.
- 1932: Celso David do Valle, José Kenitz Moreira Lima, Royal Maravalhas e Valdomiro do Valle fundaram a Colônia Juquiazinho, Moreira & Cia. Ltda. A empresa ficou encarregada de traçar a estrada Piedade–Juquiá e construir o trecho até o patrimônio.
- 1934: começou a colonização pela Cia. Agrária Paulista, que abriu as estradas vicinais do Rio Verde, Juquiazinho, Travessão e Nagasaki.
- 1936: famílias japonesas, entre elas Kubota, Matsumura e Sato, iniciaram a produção de carvão vegetal, que segue importante na economia local.
De distrito a município
| Data | Fato | Base legal |
|---|---|---|
| 30/11/1938 | Criado o distrito de Santa Catarina, subordinado a Piedade | Decreto-lei nº 9.775 |
| 30/11/1944 | O distrito passa a se chamar Tapiraí | Decreto-lei estadual nº 14.334 |
| 28/12/1958 | Plebiscito aprova a emancipação (93 votos a 1, segundo a Wikipédia) | Consulta local |
| 18/2/1959 | Tapiraí vira município, desmembrado de Piedade, Juquiá e São Miguel Arcanjo | Lei estadual nº 5.285 |
A Prefeitura adota 19 de fevereiro de 1959 como data de fundação, e o aniversário é comemorado nesse dia. Desde 1960, segundo o IBGE, o município tem apenas o distrito-sede. A Prefeitura cita o Turvo como distrito.
A herança japonesa
A presença japonesa marca a história de Tapiraí além do carvão. Segundo reportagem da Gazeta do Povo, imigrantes japoneses trouxeram a cultura do gengibre, que se tornou o principal produto agrícola da cidade. Tapiraí chegou a ser chamada de “capital do gengibre”. Essa memória está na Casa Rikio Osawa – Memorial de Tapiraí, na Avenida Professor Nathan Chaves. O espaço conta a trajetória da família Osawa e da cidade, da antiga Vila Santa Catarina à capital do gengibre, passando pela festa do Tomate e pelo período em que o prédio abrigou a Câmara Municipal. Em frente, uma réplica da bomba de gasolina Texaco lembra o primeiro posto da cidade, aberto na década de 1950.
O calendário oficial também guarda essa herança. Em 18 de junho, a cidade celebra o Padroeiro do Budismo Primordial, Mestre Ibaragui Nissui Shounin.
Para saber mais
Os atrativos ligados a essa história estão em O que visitar em Tapiraí. Os dados atuais do município estão no guia da cidade de Tapiraí.
Fontes: IBGE (Biblioteca, histórico e formação administrativa de Tapiraí e de Piedade); Prefeitura de Tapiraí (“Tapiraí – Dados e Histórico”, portal de turismo e calendário oficial de eventos); Wikipédia (plebiscito de 1958); Gazeta do Povo (gengibre e imigração japonesa, 23/8/2026).
