Tapiraí tem cerca de 80% do território em Área de Proteção Ambiental, segundo a Prefeitura, e uma economia de pequena escala com identidade própria. É conhecida pelo gengibre e mantém a produção de carvão vegetal iniciada por imigrantes japoneses. Mais recentemente, aposta no turismo de natureza.
Gengibre: a “capital” que quer se recuperar
Segundo a Prefeitura, o gengibre é o principal produto agrícola do município e abastece o mercado nacional. Uma reportagem da Gazeta do Povo, de agosto de 2026, conta que a cultura foi trazida por imigrantes japoneses e que Tapiraí chegou a ser chamada de “capital do gengibre”. A mesma reportagem mostra que a produção caiu nas últimas décadas. Os motivos apontados são doenças, falhas de manejo, êxodo rural e falta de sucessão nas famílias. A região já teve mais de 50 produtores japoneses. Hoje são entre 30 e 40 pequenos produtores, organizados em uma associação que tem apoio técnico do Instituto Agronômico (IAC).
Os números do estado, segundo a reportagem, com dados da Conab:
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Posição de São Paulo na produção nacional | 2º lugar, atrás do Espírito Santo |
| Produção paulista anual | cerca de 5,5 mil toneladas |
| Participação de Tapiraí, Pilar do Sul e Piedade | cerca de 70% do volume paulista |
| Produtividade média em SP | 25 a 30 toneladas por hectare |
| Produtividade média no Espírito Santo | cerca de 60 toneladas por hectare |
O gengibre não aparece separado na Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE, então não há número oficial de produção do município nessa pesquisa.
O que o IBGE registra
Na PAM de 2025, divulgada em 2026, o IBGE registrou em Tapiraí:
| Cultura | Área colhida (ha) | Produção (t) | Valor (R$ mil) |
|---|---|---|---|
| Inhame | 200 | 5.000 | 7.750 |
| Banana (cacho) | 120 | 1.200 | 1.800 |
| Palmito | 100 | 600 | 720 |
| Batata-doce | 12 | 240 | 216 |
Fonte: IBGE, PAM 2025 (tabelas 1612 e 1613).
O portal de turismo da Prefeitura também cita a mandioquinha entre as culturas locais. A agricultura se concentra no distrito do Turvo, a cerca de 7,5 km da sede.
Carvão vegetal e outras atividades
Pelo histórico do IBGE, em 1936 famílias japonesas, entre elas Kubota, Matsumura e Sato, começaram a produzir carvão vegetal na região. A atividade continua importante para a economia local. Na sede e nos bairros, há comércio, confecções, reciclagem, indústria química, mineração de caulim e serrarias.
Turismo como atividade econômica
Tapiraí é Município de Interesse Turístico desde a Lei Estadual nº 16.429/2017. Cachoeiras, mirantes, observação de aves e a proximidade com o Legado das Águas atraem visitantes. A Casa do Artesão, na Avenida Professor Nathan Chaves, vende produtos de gengibre, peças de couro, crochê, tricô, bambu e cestaria feitos por artesãos locais. Veja O que visitar em Tapiraí.
Apoio ao produtor e ao empreendedor
A Prefeitura tem uma Secretaria Municipal de Sustentabilidade e Desenvolvimento Econômico. Em setembro de 2026, ela promoveu com o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável e o Sebrae uma palestra sobre o SISP Artesanal. É o serviço estadual de inspeção que permite a pequenos produtores de alimentos de origem animal regularizar a produção e ampliar as vendas. Em outubro, a mesma secretaria participou do Projeto Juçara em Pé, com plantio de mudas de palmeira-juçara, em parceria com o Instituto Araçari.
O portal municipal (tapirai.sp.gov.br) concentra licitações, portal de compras e a página “Emprega”, com oportunidades de trabalho.
A Festa do Gengibre
A festa de julho funciona como vitrine da produção local, com exposição agrícola e premiação dos melhores gengibres da cidade. Detalhes em Festa do Gengibre e o calendário oficial de eventos de Tapiraí.
Fontes: IBGE (Produção Agrícola Municipal 2025 e histórico municipal); Prefeitura de Tapiraí (Dados e Histórico, portal de turismo, notícias de 25/9/2026 e 7/10/2026); Gazeta do Povo (23/8/2026, com dados da Conab); Assembleia Legislativa de SP (Lei 16.429/2017 e Indicação 1.769/2017); Wikipédia (atividades econômicas da sede e distrito do Turvo).
