Piedade nasceu de um povoado às margens do Rio Pirapora e de uma devoção religiosa que deu nome à cidade. Já foi território de Sorocaba e, mais tarde, incorporou e perdeu distritos que hoje são municípios vizinhos. Esta é a trajetória do município segundo o histórico do IBGE e o material publicado pela Prefeitura.
O povoado do Rio Pirapora
No início do século XIX, famílias vindas de localidades vizinhas, principalmente de Sorocaba, fixaram-se às margens do Rio Pirapora. O povoado era liderado por Vicente Garcia. A Prefeitura cita como fundadores, além dele, Manuel Ribeiro, Francisco Moreira, José Francisco Rosa e Demétrio Machado.
A origem do nome
O nome vem de Nossa Senhora da Piedade, padroeira do município. Pela tradição registrada pelo IBGE, entre 1831 e 1835 um mascate deu a Vicente Garcia uma imagem da santa. A Prefeitura fala em um tropeiro. A imagem motivou a construção de uma capela, inaugurada e benta em 20 de maio de 1840. Essa é a data considerada de fundação da cidade e o dia do aniversário de Piedade.
Linha do tempo administrativa
| Ano | Fato | Base legal |
|---|---|---|
| 1840 | Capela de Nossa Senhora da Piedade é inaugurada (20 de maio) | Tradição / IBGE |
| 1847 | Criado o distrito (freguesia) de Nossa Senhora da Piedade, subordinado a Sorocaba | Lei provincial nº 16, de 3/3/1847 |
| 1857 | Elevado a vila com o nome de Piedade e separado de Sorocaba; instalado em 22/9/1857 | Lei provincial nº 8, de 24/3/1857 |
| 1906 | Elevado à condição de cidade | Lei estadual nº 1.038, de 19/12/1906 |
| 1934 | Extinto o município de Pilar, cujo território passa a ser distrito de Piedade | Decreto nº 6.448, de 21/5/1934 |
| 1936 | Pilar volta a ser município | Lei estadual nº 2.695, de 5/11/1936 |
| 1938 | Criado o distrito de Santa Catarina, anexado a Piedade | Decreto-lei estadual nº 9.775, de 30/11/1938 |
| 1944 | Santa Catarina passa a se chamar Tapiraí | Decreto-lei estadual nº 14.334, de 30/11/1944 |
| 1959 | Tapiraí é desmembrado e vira município | Lei estadual nº 5.285, de 18/2/1959 |
Desde 1960, segundo o IBGE, Piedade é formado apenas pelo distrito-sede.
Estradas e economia
O IBGE registra que o desenvolvimento de Piedade dependia da ligação com Sorocaba. Até 1907, essa ligação era feita por tropas de burros, o que limitava a economia local. A abertura de uma estrada carroçável facilitou o transporte e o escoamento da produção agrícola. Essa produção ainda é a base da economia da cidade, que integra o cinturão verde paulista. Piedade já foi conhecida como “capital da cebola” e hoje se destaca pela alcachofra, pelo morango e pelo caqui.
Imigrantes que moldaram a cidade
A partir do fim do século XIX, chegaram a Piedade famílias japonesas, italianas e espanholas, muitas delas vindas de outras regiões do estado. Também se instalaram alemães, suíços e austríacos, atraídos pelo clima, sem formar colônias organizadas. A exceção é a Colônia da Roseira, de maioria alemã. A presença japonesa aparece até hoje na paisagem: as cerejeiras da Avenida Cerejeira foram plantadas em 1988, nos 80 anos da imigração japonesa no Brasil.
Outro capítulo é o da Vila Élvio, bairro rural surgido no início do século XX como vila operária de uma fábrica.
Gentílico e símbolos
Quem nasce em Piedade é piedalense. A padroeira é Nossa Senhora da Piedade, e o aniversário da cidade é comemorado em 20 de maio.
Para dados atuais de população e acesso, veja o guia da cidade de Piedade.
Fontes: IBGE (Biblioteca, histórico e formação administrativa de Piedade); Prefeitura de Piedade (página “O Município” e portal de turismo); Wikipédia (imigração e Vila Élvio).
