Alambari tem cerca de um terço da população na zona rural e uma economia em que o campo pesa muito. O PIB do município somou R$ 160,3 milhões em 2023, com PIB per capita de R$ 26.095,45, segundo o IBGE; em 2010, o PIB per capita era de R$ 12.607,98. Abaixo, o que os levantamentos oficiais mostram sobre o que se planta, o que se cria e quem produz na cidade.
O que se planta
Na Produção Agrícola Municipal (PAM) de 2024, do IBGE, o valor total da produção das lavouras de Alambari foi de R$ 55,96 milhões. A laranja responde por quase metade.
| Cultura | Valor da produção em 2024 (R$ mil) |
|---|---|
| Laranja | 26.890 |
| Soja (em grão) | 10.204 |
| Milho (em grão) | 7.947 |
| Mandioca | 3.808 |
| Tomate | 2.445 |
| Cana-de-açúcar | 2.368 |
| Feijão (em grão) | 1.132 |
| Trigo (em grão) | 997 |
Fonte: IBGE, Produção Agrícola Municipal 2024.
O perfil confirma o que a Prefeitura e a imprensa regional descrevem: feijão, milho, mandioca, laranja, hortifrutigranjeiros e eucalipto entre as culturas de hoje, sucedendo o algodão, o café, a cana e o fumo que fizeram de Alambari, por décadas, um dos centros produtores de Itapetininga.
O que se cria
| Rebanho (cabeças) | 2015 | 2024 |
|---|---|---|
| Suínos | 6.697 | 25.872 |
| Bovinos | 8.043 | 7.017 |
| Bubalinos (búfalos) | 1.154 | 1.614 |
| Galináceos | 681.828 | 398.399 |
Fonte: IBGE, Pesquisa da Pecuária Municipal.
O dado que mais chama atenção é a suinocultura: o rebanho de porcos quase quadruplicou em dez anos. A avicultura segue relevante, com quase 400 mil aves, embora menor que em 2015.
A história do leite de búfala
Alambari ficou conhecida pelo leite de búfala. Segundo dados do IBGE citados pela Wikipédia e pelo Jornal Cruzeiro do Sul, em 2006 o município teve a maior produção de leite de búfala do estado de São Paulo, cerca de 1,07 milhão de litros, e a terceira do país, atrás de Autazes (AM) e Almeirim (PA).
O cenário mudou. Em 2024, o rebanho bubalino de Alambari era de 1.614 cabeças, enquanto os maiores do estado estavam no Vale do Ribeira, como Barra do Turvo (16,8 mil) e Registro (11,6 mil). Na própria vizinhança, Sarapuí (5,6 mil), Pilar do Sul (4,5 mil) e Itapetininga (4,3 mil) tinham rebanhos maiores, segundo a mesma pesquisa do IBGE. A criação de búfalos continua presente, mas deixou de ser a marca dominante da pecuária local.
Alambari Alimentos
A empresa mais conhecida da cidade é a Alambari Alimentos, fabricante de produtos de milho. Segundo o site oficial, ela começou a operar na década de 1970 por iniciativa do empresário José Luiz Grando e produz farinha de milho, fubá, farinha de mandioca e farofas temperadas, com sistema próprio de produção, comercialização e distribuição. O endereço informado no site é Rua Humberto Pelegrini, 4.118, Centro.
A edição de 2026 da Corrida e Caminhada do Bom Jesus foi anunciada como especial pelos 50 anos da empresa (veja Festa do Bom Jesus e calendário de Alambari). A ligação faz sentido: milho e mandioca, as matérias-primas, estão entre as principais lavouras do município.
Crédito para pequenos negócios
Quem quer abrir ou ampliar um pequeno negócio pode procurar o Banco do Povo Paulista, programa de microcrédito do Governo do Estado criado em 1998 e operado em Alambari em parceria com a Prefeitura. Podem pedir crédito empreendedores formais e informais, cooperativas e associações de produção. O atendimento é no Paço Municipal Rosa Magueta Gomes, Rua Dahyr Rachid, 1245, Centro, de segunda a sexta, das 12h às 17h, pelo telefone (15) 3274-9000, segundo a Prefeitura. Confirme documentos e condições antes de ir.
O que os números indicam
Alambari combina citricultura, grãos e uma pecuária em transformação, com a suinocultura em alta e o búfalo em posição menor que no passado. Para quem pensa em investir ou trabalhar na cidade, a área rural e a agroindústria seguem como base. Mais dados no guia de Alambari e em história e origem de Alambari.
Fontes: IBGE (PIB dos Municípios, Produção Agrícola Municipal e Pesquisa da Pecuária Municipal); Prefeitura de Alambari; Alambari Alimentos (site oficial); Jornal Cruzeiro do Sul; Wikipédia.
