Cidade Sorocaba
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Votorantim reduz índice de infestação da dengue, mas mantém alerta

O levantamento de julho encontrou larvas do Aedes aegypti em 34 dos 2.368 imóveis vistoriados em Votorantim. O índice caiu em relação a maio, mas a cidade segue em alerta.

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A Prefeitura de Votorantim divulgou na última terça-feira o resultado da Avaliação de Densidade Larvária (ADL) feita em julho, que apontou índice predial de 2,62 para a presença do Aedes aegypti — mosquito transmissor da dengue, da zika e da chikungunya. O levantamento encontrou larvas em 34 dos 2.368 imóveis vistoriados por agentes da Unidade de Vigilância de Zoonoses da Secretaria de Saúde.

O que é a ADL e para que serve

A Avaliação de Densidade Larvária é um levantamento periódico que mede o nível de infestação do mosquito no município. As visitas são feitas por amostragem, em imóveis distribuídos por todas as regiões da cidade, com os quarteirões definidos por sorteio. O resultado não é só um número: ele orienta para onde as ações de prevenção e combate devem ser direcionadas nas semanas seguintes.

Queda em relação a maio

Os números representam melhora frente ao levantamento anterior, divulgado em maio deste ano. Na ocasião, a ADL apontou índice predial de 7,17, com 45 imóveis positivos entre 600 residências vistoriadas. Em julho, o índice caiu para 2,62, com 34 imóveis positivos em um universo bem maior, de 2.368 imóveis inspecionados.

Onde estavam os focos

Durante as inspeções, os agentes encontraram 75 recipientes com larvas do Aedes aegypti. Os principais criadouros estavam em latas, frascos, embalagens plásticas, vasos e pratos de plantas — objetos comuns em quintais e áreas de serviço, que acumulam água parada e favorecem a reprodução do mosquito.

Os bairros com maior número de larvas identificadas foram o Parque Bela Vista, o Jardim Archila, o Angelo Vial e o Promorar. Também registraram focos o Jardim Tatiana, o Dominguinho, o Rio Acima, o Green Valley, o Jardim Serrano e o Votorantim Park.

Casos registrados em 2026

Segundo a Prefeitura, Votorantim contabiliza 17 casos confirmados de dengue e 1.103 notificações da doença em 2026. Até o momento, nenhuma morte relacionada à doença foi registrada na cidade.

Combate ao mosquito e como tirar dúvidas

O trabalho de combate à dengue é feito de forma contínua por agentes de saúde, com atuação concentrada nas regiões de maior vulnerabilidade social e maior densidade larvária. Os profissionais vistoriam imóveis para eliminar possíveis criadouros e orientam os moradores sobre medidas preventivas.

A administração municipal reforça que os agentes circulam uniformizados e identificados com crachá. Em caso de dúvida sobre uma visita, o morador pode procurar a Unidade de Vigilância de Zoonoses pelo telefone (15) 98161-0216.

Índice menor não é sinal para relaxar

A leitura do número pede cuidado. Na referência usada nesse tipo de levantamento, índices abaixo de 1 são considerados satisfatórios, de 1 a 3,9 acendem o sinal de alerta e a partir de 4 indicam risco de surto. Ou seja: Votorantim saiu da faixa de risco em que estava em maio, mas segue na faixa de alerta. Some-se a isso o fato de que julho é o período mais seco do ano, quando a proliferação do mosquito naturalmente desacelera — o teste real vem com as chuvas do fim de ano.

Enquanto isso, a parte que cabe ao morador continua sendo a mais simples e a mais decisiva: virar vasos e baldes, tampar caixas d’água, limpar calhas e não deixar pratos de planta com água parada. Os 75 recipientes encontrados em julho eram, em boa parte, objetos banais do dia a dia — do tipo que passa despercebido no quintal e na área de serviço.

Com informações do Jornal Cruzeiro.