A Vila Ferriello fica tão perto do centro de Boituva que dá para conhecer a história da cidade numa caminhada de manhã. O roteiro abaixo sai das ruas do bairro e passa por quatro paradas que ajudam a entender como o antigo povoado à beira da ferrovia virou município. O percurso total tem pouco mais de 2 km pelas ruas, numa estimativa feita a partir do mapa, e pode ser feito sem pressa em cerca de uma hora, contando as paradas.
Ponto de partida: Vila Ferriello
As ruas que levam o CEP do bairro (Frederico Holtz, Antônio Roma, Agostinho Cristo, João Batista Arraes e a Travessa Nussli) ficam ao norte da praça central, perto da Avenida Brasil. Dali, siga em direção à Rua São João, rumo ao sul.
Parada 1: Igreja Matriz de São Roque
Distância desde o bairro: cerca de 500 m em linha reta.
Na Rua São João, 43, está a Matriz, que a Prefeitura identifica como parte da Vila Ferriello. A paróquia foi instalada em março de 1916, mas a história começa antes: em 1901, o comerciante Antônio Pereira Ignácio cumpriu uma promessa feita durante um surto de febre amarela e ergueu uma capela de 4 x 4 metros dedicada a São Roque. Dentro da igreja, a Prefeitura contabiliza cerca de 20 obras do pintor italiano Bruno Di Giusti. A secretaria paroquial atende pelo (15) 3263-1177.
Parada 2: Estação Ferroviária
Distância desde a Matriz: cerca de 400 m em linha reta.
A ferrovia é a razão de ser de Boituva, e o trem está até no hino municipal, lembra a Prefeitura. Segundo a página de história do município, João Leite doou o terreno para a Estrada de Ferro Sorocabana e a estação foi inaugurada em 16 de julho de 1882. Em outra página, a Prefeitura cita 1883 como ano de construção da ferrovia, o que mostra que as datas variam entre os registros.
Em volta da estação se instalaram ferroviários, armazém, hotéis, restaurantes e comércio. Ali se concentraram famílias como as de Eugênio Furtado Corte Real, Nicolau Vercellino e do Coronel José Campos Arruda Botelho. A estação foi aberta como ponta de linha; em 1889 passou a ser ponto de partida do ramal de Tatuí, depois ampliado como ramal de Itararé, e a partir de 1920 também de um ramal curto para Porto Feliz.
Hoje o prédio, ao lado da Rodoviária, está restaurado e, segundo a Prefeitura, deve receber um museu com acervo histórico. Informações com a Secretaria de Cultura: (15) 3363-6180.
O nome da cidade vem do tupi e, de acordo com o município, significa “muitas cobras” (boi, cobra; tuva, muitas).
Parada 3: Rodoviária e Prefeitura
Distância desde a estação: poucos metros.
Colados à estação ficam o Terminal Rodoviário e o Paço Municipal, na Avenida Tancredo Neves, 01. O atendimento ao público da Prefeitura é de segunda a sexta, das 8h30 às 17h, pelo telefone (15) 3363-8800. No mesmo endereço atende a Secretaria de Turismo, Juventude e Empreendedorismo, que informa sobre eventos e atrativos da cidade pelo (15) 3363-8816.
Parada 4: Centro Municipal de Eventos
Distância desde a Prefeitura: cerca de 150 m em linha reta.
O Centro Municipal de Eventos Francisco Gianotti fica na Avenida Pereira Ignácio, 101, no Residencial Primo, segundo a Prefeitura. É o espaço usado para feiras e eventos públicos, como a Expo Boituva Indústria & Emprego. Vale conferir a agenda no site oficial antes do passeio. Daqui, a volta à Vila Ferriello tem cerca de 600 metros em linha reta.
Resumo do percurso
| Trecho | Distância aproximada (linha reta) |
|---|---|
| Vila Ferriello → Igreja Matriz | 500 m |
| Igreja Matriz → Estação / Rodoviária | 400 m |
| Estação → Prefeitura | poucos metros |
| Prefeitura → Centro de Eventos | 150 m |
| Centro de Eventos → Vila Ferriello | 600 m |
Dicas
- Leve água e use calçado confortável; o roteiro é curto, mas inclui paradas a pé.
- Respeite missas e celebrações ao visitar a Matriz.
- A estação está em processo de virar museu; confirme com a Secretaria de Cultura se há visitação aberta no dia.
Fontes: Prefeitura de Boituva (História; O que fazer em Boituva – Igreja Matriz e Estação Ferroviária; Expo Boituva; Atendimento); CEPs Brasil (base dos Correios); OpenStreetMap.
