Poucas competições esportivas de Sorocaba atravessam tanto tempo quanto o Cruzeirinho. Na 46ª edição, o torneio aberto de futsal infantojuvenil movimenta a cidade com 215 equipes inscritas, somando a competição principal e o festival — um número que dá a dimensão de quantas famílias sorocabanas o evento envolve em um único mês.
Neste fim de semana, 19 e 20 de setembro, são 25 partidas disputadas, já na segunda semana de competição.
Como o torneio se divide
O Cruzeirinho é organizado por faixa etária, em cinco categorias: sub-8, sub-10, sub-12, sub-14 e sub-16. Essa divisão é o que permite que a mesma competição acolha desde a criança que está começando a entender o jogo até o adolescente já em formação esportiva mais séria.
O formato aberto é outra característica que explica a longevidade: não é restrito a clubes federados, o que abre espaço para escolinhas, projetos de bairro e times formados na própria comunidade.
Onde os jogos acontecem
As partidas se distribuem por quatro equipamentos esportivos da cidade:
- Ginásio Nilton Torres
- Centro Esportivo Dr. Pitico
- Centro Esportivo Maria Eugênia
- Arena Sorocaba
A descentralização não é detalhe logístico. Espalhar os jogos por quatro pontos reduz o deslocamento das famílias e distribui o movimento — e o consumo no entorno — por regiões diferentes de Sorocaba, em vez de concentrar tudo em um único ginásio.
Quem organiza
A competição é conduzida pela Secretaria de Esporte e Qualidade de Vida (Sequav), com apoio da Fundação Ubaldino do Amaral (FUA), a mesma instituição que mantém o Colégio Poli e o Jornal Cruzeiro do Sul.
Essa combinação entre poder público e fundação privada é o arranjo que sustenta o torneio há quase cinco décadas — tempo suficiente para que pais que jogaram o Cruzeirinho estejam hoje na arquibancada assistindo aos filhos.
O festival de 26 de setembro
Além da competição principal, o Cruzeirinho tem um festival marcado para 26 de setembro. O componente de festival costuma cumprir um papel distinto do torneio: acolher as categorias e equipes em que o foco está na participação e na experiência de jogar, e não na disputa por classificação.
É a parte do evento que responde à pergunta que todo projeto esportivo infantil enfrenta mais cedo ou mais tarde — o que fazer com a criança que quer jogar mas ainda não compete.
Vale ir assistir?
Para quem mora perto de um dos quatro ginásios, é um programa de fim de semana gratuito e a poucos minutos de casa. Futsal de base tem um ritmo diferente do profissional: mais erro, mais barulho de arquibancada, menos tática. Quem procura um programa barato com criança, ou simplesmente quer ver o esporte de formação da cidade funcionando, encontra ali.
Antes de sair, vale confirmar a tabela do dia e o ginásio de cada jogo — com 215 equipes em cinco categorias, a grade muda bastante de uma rodada para outra.
Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul, 18 de setembro de 2026.